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domingo, 27 de março de 2011

Presumir, espalhar, julgar e jorrar veneno

Eu não sei o que pensar sobre o que as pessoas pensam sobre mim, eu posso ser um pouco maluquete, posso ser excessiva, posso ser um doce, posso ser até mesmo arrogante. Quer saber eu não ligo, não muito.  Ligo um pouco, todos nós ligamos para o que as outras pessoas pensam sobre nós e não ganhamos nada com isso, principalmente aqueles comentários, falatórios, lendas ou mitos dos quais são espalhados como telefone sem fio por aí nas redondezas, já brincou? Ligo um pouco porque as vezes eu gostaria de saber se aquela pessoa que passa algumas horas na balada comigo me julga indiscriminadamente por aquilo que eu faço e que TODO MUNDO FAZ, (isso se chama hipocrisia?),  ligo um pouco porque as vezes gostaria de saber se as pessoas que passaram e/ou passam meses e anos comigo me julgaram ou me julga indiscriminadamente por aquilo que eu sou, porque eu sou assim, assim da maneira que poucas pessoas conhecem e apenas aquelas que merecem saber. Eu nunca matei, nem roubei ou infringi qualquer lei em questão para ser julgada por qualquer pessoa sem autoridade, sem pressuposto ou um argumento válido.

A questão aqui não é o que as pessoas pensam de mim, mas o que todos pensam de todos.

Eu costumo dizer "deixa ela/ele", porque afinal somos os únicos culpados por aquilo que nos vai atingir, colhemos o que plantamos não? E quem é você para falar de outra pessoa quando você faz coisa igual ou pior. Você já se olhou no espelho e fez uma autocrítica sobre quem você é e o que você faz com a sua vida e ainda, de que maneira você age com as outras pessoas? Se disser que sim e você aponta o dedo para o outro, julgando com aparente maldade, adjetivos lesivos, me poupe e olhe ao seu redor, para o seu eu e aponte o dedo para você mesmo e se julgue, novamente.
Não, literalmente não existe ninguém perfeito, todos nós já fizemos MERDA, já erramos e continuamos a fazer isso todos os dias.

Para mim sabe qual a pior coisa? Julgar os erros alheios fazendo apontamentos que não são da minha conta. Todos nós fazemos isso, confesso que nem se for para mim mesma e isso eu faço. Por exemplo, sabe quando você deita na cama depois de ver algumas ações alheias e pensa "WOW", pois é! Vivo fazendo isso, mas eu não chego para fulano e falo:
 " x, y e z são assim por isso e por isso e por isso, tal pessoa me disse." 
Oi? Quando eu fiz isso, e, hoje, eu aprendi a me consertar porque eu sou toda quebrada, me quebrei com o tempo ou o tempo me quebrou, não descobri isso ainda, só sei que estou melhor olhando para o que eu faço e deixo de fazer comigo e com os outros do que ficar jorrando veneno, presumindo e principalmente julgando o que eles fazem ou deixam de fazer de suas vidas.

Não, ninguém falou nada de mim para estar assim e também não descobri nada, ainda, e, se, alguém disse ou deixou de dizer algo sobre mim, (imagino que sim, eu  sou regra e não sou exceção), aproveite com abundância  e se isso mudou ou melhorou a sua vida, me agradeça depois.  ;)

Eu estou apenas pensando, quem somos nós para julgar outra pessoa se não estamos com ela 24 horas por dia, se não estamos nos seus pensamentos ou sentindo os seus sentimentos, se não ouvimos ou vemos o que elas ouvem ou veem, se não as conhecemos além da balada, da diversão ou qualquer outro nome para a perdição ou se acaso as conhecemos a vida inteira, por acaso conhecemos realmente as pessoas, nuas e cruas? 

O pior mesmo, é você julgar uma pessoa por outra que vale menos ainda. Engraçado que vive acontecendo. Pense por você mesmo! Aquela velha história de dois pesos e duas medidas. Sabe, essas coisas, elas servem para te elevar o ego e só isso, e o ego é descomunal. 
"Ela faz isso, isso e aquilo, e eu sou um incrível porque eu tenho amigos legais, que todos acham legais e os bajulam, logo, eu também sou uma pessoa legal, afinal, eu não sigo os paradigmas da sociedade, eu sou uma pessoa diferenciada." 
Rá! faz-me rir.

O que eu mais gosto de fazer é ouvir os dois lados da historia, sabe aquele "x, y e z", eu converso com eles, eles me contam coisas, (não sei se é plenamente verdade porque como disse no post anterior "sermos mentirosos ou ser um mentiroso" e ainda acima eu não convivo 24 horas por dias durante uma vida inteira com ninguém, mas), e quem sou eu para não acreditar? Eu não sou uma tola que acredita 100% nas pessoas e em suas historias porque eu ouvi por aí que existe a versão “A” e a versão “B” e entre elas esta a VERDADE.
E sabe aquele que falou de x, y e z? Eu também ouvi o que ele disse e fiquei com receio, dois pesos e duas medidas, talvez quem avise amigo é, mas pergunto a mim mesma se ela sabe de todos os detalhes. 
Eu ouvi as duas versões e qual delas é a verdadeira? Não sei e isso não me interessa, afinal, conjugar verbos alheios no passado não é lá muito legal, as pessoas mudam ou elas nunca mudam, talvez sim e talvez não e porque não crer em alguém hoje, sem fragmentar todas as suas etapas na vida, isso é ela quem tem que fazer e se avaliar.
Eu apenas vou analisar o que ela faz, como ela age, como ela fala, como ela se posiciona, comigo, nada de conjugar no passado. Sou eu quem importa e no agora! Se ela não tiver caráter e for falso, desleal, lacraio eu quebrei a minha cara, e se ela não o for, eu espero que não seja, tudo bem. Moral da história, aquilo que não me acrescenta em nada eu acho desnecessário!

Quem são eles para falar de mim, de você ou dele. Eles sabem quem nós somos, melhor, eles merecem saber quem achamos ser, porque podemos ter alguma ideia de quem somos mas, no fundo só teremos a certeza quando tivermos a um passo do caixão. A vida é dura, tomamos muitos caminhos e muitos atalhos, andamos por aí e conhecemos pessoas, erramos e acertamos, caímos e rolamos e do nada nos levantamos ou morremos, pluft plaft zuuuuum!

Costumo eu, observar as atitudes e ações das pessoas ao meu redor para tentar entender qual sua maneira em ser uma pessoa para os outros, todos temos uma máscara, e ser o que ela é, em essência, gosto de pessoas pela sua essência. Por enquanto prefiro ficar observando e levantando alguns apontamentos, já cheguei a alguns perfis, mas também, já me enganei com tais.
São quase 5 am e eu tendo esses delírios absurdos em um sábado, tinha outro post quase pronto, só penso, porque tenho esse grande defeito em pensar em coisas que não me faz ficar rica ou mais inteligente, penso se eu sou aquilo que tanto critico, aquela pessoa fundamentalista que só critica o outro para os outros, que não aceitas as pessoas sem as conhecer e ter fundamentos para tais criticas. "Ele é gay, ele é negro, ele é pobre, ele fuma, ele usa drogas, ele faz xixi de pé ou faz coco ao contrário, é uma vadia, faz sexo ou leva uma vida profana" e você é o que, faz o que? Acho que posso um dia ter sido assim mas hoje não, cada um na sua!

Última coisa, tudo vale a pena se a alma não é pequena, mas se ela for pequena, viva a vida dos outros que é bem mais produtiva, ou, tente consertar o que está quebrado em você e quem sabe consertando-se, a sua alma ela valha mais a pena. Agigante-se.

By @Laservantee

segunda-feira, 21 de março de 2011

Um ser mentiroso ou sermos mentirosos

Estava aqui analisando algumas histórias que nos últimos tempos vieram a tona, não apenas com a minha pessoa, mas também, com pessoas que conheço; tais histórias vem se tornaram verdadeiras bolas de neve, pois, onde elas passam vão deixando verdadeiras crateras, vão deixando marcas, ferindo e modificam o seu meio social e também a sua visão conceitual sobre as outras pessoas, na realidade, de verdadeiras elas não tem nada, são mentiras simples modificadas pelo tempo e por outros eventos. Esse final de semana aconteceram várias coisas que me fizeram pensar: "O que é uma mentira e até que ponto somos covardes o suficiente para não assumir um comportamento verbal (o que se diz) ou um comportamento não-verbal (o que se faz). "
Para começar fiz um pequena pesquisa para tentar definir o conceito de "mentira" e a mais completa e que se enquadra é do dicionário Howaiss, definindo mentira como, 
“dizer, afirmar ser verdadeiro (aquilo que se sabe falso); dar informação falsa (a alguém) a fim de induzir ao erro, não corresponder a (aquilo que se espera); falhar, faltar, errar, causar ilusão a; dissimular a verdade; enganar, iludir, não revelar; esconder, ocultar".

De acordo com essa definição eu sou muito mentirosa e quem nunca contou uma mentira para sair de alguma encrenca? @LaServantee vai exemplificar com alguns "bafos" reais.


1º) dizer, afirmar ser verdadeiro (aquilo que se sabe falso);
Uma vez eu fui em uma festa com alguns amigos e exagerei na quantidade etilica e nesta noite eu perdi a consciência, ou seja, eu não me lembro de nada do que eu fiz, apesar de que depois fui informada de todos os acontecimentos. Na manhã seguinte eu deveria acordar cedo e ir viajar, mas quando uma pessoa bebe além dos seus limites e ela não tem ninguém com saco ou disposição para acorda-lá cedo, ela não vai fazê-lo, mesmo que ela tenha um compromisso muito importante e que não deveria faltar de maneira alguma. Certo, Eu bebi demais e não consegui acordar e pensei "Estou ferrada, todos vão me julgar mal, todos vão brigar comigo porque eu falhei e estava evidente que isso iria acontecer, eu sou um lixo humano. Ô céus." Pois bem, onde está a mentira? Ela está na ideia mirabolante que tive durante o almoço. Eu levantei e fui a farmácia, enchi o carrinho com esparadrapo, gases, tipóia e tudo que entre em um kit de primeiros socorros, (quando coisas assim acontecem sempre matamos alguém próximo, geralmente um tio, mas eu não tinha como dizer que em 6 horas alguém tinha morrido e eu fui ao enterro). Quando cheguei em casa eu enfaixei minha "mão", peguei um bracelete de madeira para melhorar esteticamente, e ainda, pensei em todos os detalhes e como iria contar a todos a minha "queda" e por consequência a minha dramática lesão ou fratura, e talvez no final todos iriam ter pena de mim. (Gênial!) 
E foi isso que eu fiz, fui ao compromisso bem mais tarde com aquela cara abatida, vulgo ressaca, e contei a todos a mesma história, obviamente senti aquele ar de desconfiança da grande maioria mas fui enfática na "teoria" e até, sentia dores! Afinal se alguém relaria no meu braço (atentem que antes era somente a mão) eu recuava, olhava com ódio e dor e dizia "Tudo bem, não foi nada." Por fim, a teoria era: "Eu estava voltando da festa um pouco alegre e o piso do hall do prédio estava escorregadio, o que fez o salto da minha sandália quebrar e eu caí com a mão bem na escada, acabei indo dormir e quando acordei minha mão estava insuportavelmente dolorida então acabei tento que ir ao médico. 
Obs: Quando você mente para um número imenso de pessoas e metade delas não te deram muita credibilidade, (afinal, que história maluca é essa) você tem que manter até o final, logo,  eu fiquei aproximadamente 2 semanas com o braço assim, em casa, no trabalho, na aula, com amigos e até na balada, e até hoje eu não sei se é tão mentira assim, afinal eu realmente senti dores no meu braço.

2º) dar informação falsa (a alguém) a fim de induzir ao erro;
Essa é clássica "jogar um verde", acontece principalmente quando você está muito insegura saindo com alguém sem estar em um relacionamento. Comigo não foi diferente, foi quando eu estava em um "Bad Romance"  (e muito insegura porque a gente não tinha nada e talvez eu estava muito apegada para não ligar e por ser muito teimosa nunca confessei isso). Vamos a história, Estava eu em um bingo com dois amigos e depois iriamos a uma festa de república, lá iriamos nos juntar a mais um grupo de pessoas, mas antes eu recebi uma ligação. "Oi, o seu bad romance está aqui! e ele está com tal pessoa", ( típico o que os olhos não veem as minhas amigas me contam!), eu fiquei totalmente insana e fui a festa para ver, afinal talvez vendo eu iria finalmente desapegar, e o problema foi que eu não vi, pois, eles tinham acabado de ir embora, e, juntos. Pois é o que me restou da noite foi a vodka e no dia seguinte a mentira. Disse para o "Bad Romance" que eu tinha visto ele e a Tal juntos e que eu não queria mais nada com ele, ele pediu desculpas e disse que nao me viu e se soubesse que estava lá jamais teria feito isso (Haram, Claudia senta lá!). Enfim, depois dessa o negocio ficou feio, ficou sujo e eu ainda demorei pra fazer o que eu tinha dito, me afastar do Bad Romance.

3º)  não corresponder a (aquilo que se espera);
Se alguém disser que sempre correspondeu ao que os outros esperavam de você, você é um grande mentiroso, e até o pior deles, que é aquele que mente para si mesmo. Diversas pessoas esperam diversas coisa de você e ninguém é tão perfeito para agradar a todos, agir de acordo com o que a sua família espera e de acordo com os seus amigos esperam é quase impossivel. Meus pais esperam que eu não saia nunca, que economize dinheiro e disposição e meus amigos esperam que eu acompanhe eles nas festas e você acha que vou suprir as expectativas de quem com meus 22 anos de idade? Talvez para agradar as duas partes devemos entrar em uma negociação, com ambos os lados, um cede aqui e outro cede ali. Mas levemos ao pé da letra, não corresponder a aquilo que se espera é ser um mentiroso também e algumas vezes na vida temos que escolher qual das partes vamos decepcionar. Por vezes, decepcionamos outras pessoas para proteger nós mesmos, ou seja, quem não corresponde fazer ou falar aquilo que o outro espera que você faça ou fale, para, simplesmente preservar outras pessoas que vão se prejudicar com esta ação, ou para preservar a nós mesmo dos outros, dos olhos dos outros, dos julgamentos alheios. Talvez essa seja a mentira que mais vale a pena para nos preservar daquilo que não nos acrescenta em nada.

4º) falhar, faltar, errar, causar ilusão a; 
Esses verbos estão me deixando no desespero, eu sou tão mentirosa assim? 
Já falhei com muitas pessoas, ás vezes, sem mesmo perceber e principalmente com meus pais que esperavam de mim muito e eu sempre falhava em alguma coisa, afinal nossos pais sempre esperam de nós a perfeição. 
Já faltei com muitas pessoas, muitas vezes faltei com a verdade para não magoa-las, para não vê-las tristes, eu faltei com elas para, na minha concepção, afasta-las e protege-las e muitas vezes funcionaram por algum tempo, mas no final, a verdade vem a tona e elas acabaram tristes em algum momento e meu plano não funcionou. 
Já errei porque errar é o verbo favorito do ser humano, ser errante, ser errado, ser divagante; onde estaria a graça da vida senão essa perfeição de ser errante, somos perfeitos nisso, mas não me venha com desculpas, como aquelas de "eu não sou perfeito, eu erro e falho", tenha caráter em assumir os seus erros, suas falhas, suas faltas e principalmente com as outras pessoas, afinal, errar com você mesmo é uma coisa porque você está apenas se prejudicando, agora errar com outras pessoas, você está prejudicando-as e isso é um erro inescusável do qual eu ainda não cometi e se o fiz eu penso que o assumi, bem como, as suas consequências. E se um dia eu prejudiquei alguém esse alguém foi apenas eu, posso ter decepcionado um ou outro, aqui ou acolá, mas dos meus erros não sugiram bolas de neves que destruíram o caminho dos outros, que fizeram outras pessoas amadurecerem através dos meus erros, convenhamos, decepção ensina a viver e mentira está sempre no meio delas.
E finalmente, causar ilusão a outra pessoa é o ato mais mesquinho causado pelo ser errante, causar ilusão é dar a outra pessoa algo que ela pode contar e do nada tirar isso dela, tipo pirulito de criança. "Eu já te iludi!", pior quando alguém assume isso, é quando, alguém fala tais palavras com total dissimulação e espera ser premiado por isso. Me dá asco em lembrar porque quando eu ouvi isso fiquei sem o que dizer, afinal se dissesse que sim, eu assumiria que estava contando com alguma coisa, aquela que me foi tirada do nada, e que quem o fez não se importou em nenhum instante, e em contrapartida, se eu dissesse que não, eu iria estar sendo mais dissimulada e eu definitivamente não consigo ser tão mentirosa a ponto do meu rosto e dos meus olhos não me entregarem.

5º) não revelar, esconder, ocultar;
Até que ponto podemos proteger alguém ocultando, escondendo ou não revelando algo de nós, sobre nós ou de outros? Até que ponto pedir a outra pessoa que não conte algo de nós a terceiros comprometendo a verdade? Os segredos fazem bem, mais que mentir na cara dura? Até que ponto é bom uma pessoa não imaginar o que está acontecendo ou é melhor contar lhe uma historia qualquer, ou uma mentira qualquer?
Muitas perguntas, muitas teorias, mas no fundo poucas respostas. Afinal, para manter um segredo é preciso mentir, e quanto mais você mente mais você tem que mentir e mentir, até que ponto manter um segredo vale a pena, se, ele não vai prejudicar além do que você já o fez mentindo, agindo de todas as maneiras definidas pelo dicionário Howaiss?
Primeiro, quando você quer manter um segredo, você não conta para mais ninguém, você não o escreve em lugar nenhum, ele fica estático na sua mente te incomodando ou não, porque se o fizer ele não é um segredo. Mas quando você conta a alguém e pede que guarde segredo, com certeza, você será injusto com esta pessoa pedindo que ela se silencie, pois, se é uma responsabilidade grande demais manter um segredo quando ele é seu, imagine quando ele é de outra pessoa. E quando um segredo envolve você e uma outra pessoa? Se matem, porque um dia vocês vão brigar, vão se distanciar e alguém vai abrir a boca e com ela aberta o segredo vai aparecer juntamente com as outras mentiras que vocês falaram para manter o segredo e no final de tudo, ninguém mais vai saber qual é a verdade e se tem verdade nisso.


Olha, essa definição toda não me agrada, que pessoa em sã consciência gosta de ser apontada como mentirosa, mas sejamos livres de pré-conceitos ou pré-juízos, afinal, se você agiu de maneira positiva em todas as enumeradas acima, você é uma pessoa verdadeiramente perfeita e você vai para o céu! Porém, se você como eu já falhou em vários aspectos você pode sentar e pensar comigo, afinal você é um ser mentiroso, eu não sei se chegar a um denominador comum é fácil, afinal, o ser humano é muito complicado mas não é impossível chegar a um denominador agradável, que você se aceite e não atrapalhe a vida de mais ninguém, e tem mais uma coisa, tais conceitos mudam, como em ter um comportamento verdadeiro, a definição desta premissa muda de pessoa para pessoa e para cada uma delas muda um tanto x de vezes durante toda a sua vida.


By @LaServantee

quarta-feira, 9 de março de 2011

O ano começa depois do Carnaval e as dores de cabeça também.

A maioria dos brasileiros acredita que seu ano só começa depois do Carnaval e eu digo que os problemas começam mesmo depois do Carnaval, afinal, você deixou suas promessas de final de ano para cumpri-las depois do Carnaval, você procrastinou todas as suas novas ou meticulosas ações para o pós-feriado e agora você se depara com o montante de coisas e acontecimentos que estará por vir neste ano e sem falar em ter que lidar com os problemas que você se envolveu durante os dias de purpurina.
O meu carnaval foi cercado de homens, de bebida alcoólica, de maratona de músicas que te deixa cabisbaixo, de jogar war e sinuca, de boa conversa e umas piras envolvendo algumas questões malucas relacionadas a tatuagens que se movem pelo seu corpo.
O Carnaval foi cercado de homem, porque eu sou uma mulher que gosta de estar no meio deles. Homens falam muitas besteiras desde a gordinha que eles pegaram ontem ou a puta que mancava no bordel; homens acordam de manhã passam uma agua no rosto, vão ao toillet fazer suas necessidades e chegam na sala dizendo "bati um baita cagão!" (hahahaha); eles conseguem comer qualquer besteira como macarrão ao creme de cebola e até te elogiam por aquilo; os homens se concentram e analisam as coisas mais sem importância do planeta e emergem de teorias abstratas que somente eles entendem e ainda, os homem bebem com você numa incrível parceria, e se você passa mal, é só subir as escadas arrumar uma cama (que esteja em condições de deitar) e durma até eles todos bebados te acordarem com um montinho ou aquela brincadeira do "hoje não".
O Carnaval foi cercado de bebida alcoólica, porque se beber não dirige e eu não tenho CNH, posso dizer que Skol/Brahma litrão foi uma das melhores invenções atuais, mas também tinha aquela Balalaika de todos os dias universitários, uma Antartica sub-zero que o fardo estava em promoção ou até mesmo uma pinga 51 que estava na mesa. Vou deixar bem claro, EU NÃO FIQUEI BEBADA! Eu fiquei "alegre" confesso, mas fiquei muito melhor que muitos por aí, e ainda aproveitei cada dia e me lembro de tudo (coisa que poucos conseguem). Quem foi que exagerou muito pelas festas, praias e blocos de Carnaval e não se lembra dos acontecimentos que alcoontecem? Acontecimentos estes que somente os outros lembram (ainda bem que você esqueceu ou iria até sentir culpa pela gordice que fez).
E porque todo Carnaval tem que ter a mesma trilha sonora, vamos ouvir "Hurricane - Bob Dylan" ou "Balada do Louco - Mutantes". Cada pessoas faz sua trilha carnavalesca de uma forma que se sinta bem, mas maratona de musica de corno, é exagerar! convenhamos.
No feriado preferido dos brasileiros o que mais tem são os joguinhos de Carnaval, principalmente aqueles com o único fim, o flerte com o sexo oposto, (ou o mesmo sexo dependendo do que você quer no momento). Acreditem que nesse Carnaval eu fiquei na sinuca encaçapando bolas e no "War" conquistando territórios, mas o que poucos sabem, é que eu brinquei de "O cisnei" na pista, sabe "Black Swan" mas eu era o cisnei branco todo lindo e puro (pelo menos em um dia de Carnaval). Depois de todos os dias de Carnaval e das suas próprias aventuras malucas, seja em Votuporanga, em Salvador ou nos morros de Minas Gerais, até as loucuras de Carnaval que fazemos em casa mesmo, podemos sim dizer que o ano começou e com ele todos os problemas que nos seguem.
Imagina se você prometeu dar um "upgrade" na sua monografia e não o fez, ou prometeu descançar e voltar com tudo, quem sabe prometeu arranjar um amor de Carnaval para esquecer seu ex-namorado, e, no final do feriado você não fez nada disso além de curtir o Carnaval e seus amigos, brindando os melhores e únicos anos de sua vida (assim como eu.)
Mas em contra partida se você encontrou um Alerquim ou uma Colombina pelo seu caminho, e você fez do seu Carnaval apenas festa, se desprendendo do seu conceito de moralidade botando a máscara carnavalesca toda pintada e bordada e ainda gritando "Sou Ryca" na balada, você, fez valer a pena porque a sua alma não é pequena e está tudo bem!, qualquer coisa depois é só tomar um vermute lá no botequim pela Columbina ou pelo Alerquim.

Ps: Quadro do espanho Juan Miró - "Carnaval de Arlequim"

By @LaServante

quarta-feira, 2 de março de 2011

E o desapego?

Primeiro post do ano e já vou dizer que o desapego trás paz e eu acredito fielmente nisso afinal eu sou a rainha do desapego ultimamente e me sinto tão leve para pensar em mim que dá muito orgulho em ver. O que eu não concordo é que nada nem ninguém é nosso porque existem pessoas que vão nos pertencer até o final da vida, sempre têm, e nós vamos pertencer a elas da mesma forma.
Não digo apenas alguns membros importantes da família, mas digo pessoas que a medida de sua significancia marcaram nossa vida, nossas história e nossas fantasias. E existe coisas que sempre estará conosco, até pode ser aquele ursinho que ganhei quando pequena e não consigo dormir bem sem ele ou aquela camisa usada, rasgada que sempre dá sorte nos jogos do nosso time.
Eu posso dizer que tenho muitas pessoas que se tornaram amigos e amigas e que nunca deixarão a minha lista de contatos, aquelas que eu vou chorar quando olho cartas e presentes antigos, aquelas que a vida e as escolhas individuais nos separaram, aquelas que moram do outro lado do Atlântico ou mais perto do Pacífico, enfim, aquelas que quando estou triste ligo a webcam e choro de saudade ( - Porque chorar de saudade não é algo que acontece quando você se desapegou ou que aquilo nunca te pertenceu, ainda mais quando isto foi reciproco.)

Me pergunto como nunca me pertenceu uma pessoa que me ensinou a amar, que me ensinou a cuidar do que é meu e me fez crescer como mulher, que me decepcionou e que também me alegrou, ou aquela que chorou pelos meus erros e me perdoou ou que errou muito e pediu perdão.


Isto me pertenceu e me pertence todos os dias porque isso é apego aos que importam, isso dá saudade e isso merece ficar comigo para sempre.

Eu sublinhei reciproco porque você tem que se apegar a quem quer se apegar a você, tem de haver essa tal reciprocidade porque as coisas mutuas que torna, de alguma forma, tudo mais significante, interessante e verdadeiro, e, se não há essa tal reciprosidade pense bem pois é apenas um lapso temporário de insanidade, não vai ser interessante e vai ser falso, com falsas promessas, falsas palavras e falsos atos, e, se alguém gosta de algo falso talvez não conheceu algo verdadeiro, então vai acreditar que nada e nem ninguém é ou será seu.

Eu não sou Budista, afinal o desapego material e espiritual é um dos mais importantes ensinamentos budistas e eu me nego a desapegar de questões que fizeram da minha alma uma alma leve, que tem muito que aprender sim, mas que aprende e ainda quer isso, mas sem deixar de olhar para o apego importante que algumas pessoas e algumas coisas trouxeram para a minha vida e que hoje faz parte dela e que me fez ser como eu sou.

Por fim, penso que você tem que se desapegar daquilo que não te faz ver a verdade (- Eu estou dando alusão a relacionamentos também), afinal quem gosta de ser enganado e iludido com as mesmas conversas, com a mesma psicologia barata e que hoje me dá tanta preguiça que particularmente prefiro deixar ir e desapegar da mesmice e quem sabe ir viver muito longe e encontrar meu o axé, nem que for um axé no carnaval da Bahia.

(Mesmisse, By Moska)

Mesmo que você não saiba o quanto eu te amo
Mesmo que tudo que eu queira pra nós seja um grande engano
Mesmo que eu me arrependa ou faça o que você quiser
Ou mesmo que seja a mesma coisa que já é...

Mesmo que nada volte a ser o que era
Mesmo que a gente descubra que quase tudo já era
Mesmo que o fogo reacenda e o sexo fique animal
Mesmo que mude pra sempre depois fique igual

Nada vale a pena
Pra quem nem quer tentar
Tudo vale a pena ...
By @LaServante